Não se trata de ganhar dinheiro com Adsense, não se trata de caçar paraquedistas, não se trata de SEO. Se trata de ter um site bom, esse é meu objetivo.
Um site bom, vale mais que 37 sites meia boca. Reflita about.
Venho de uma família simples, descendente direta de escravos (meu bisavô nasceu na senzala, já na Lei do Ventre Livre). Não que isso tenha mérito, mas acho que influencia num conceito que ouvi hoje: o coitadismo.
Conquistar as coisas de mão beijada e por merecimento não faz muito sentido, é necessário sofrer (muito) pra conseguir algo na vida. Se você sofrer muito pra pagar 60 prestações, aí sim aquele carro de 10mil vai valer alguma coisa.
Investir em ações e usar parte dos lucros pra pagar o aluguel num bairro nobre? Não, isso é errado. O certo é você se inscrever na COHAB e, após 3 anos de espera, comprar um apartamento num condomínio que mais parece um pombal localizado além dos limites aceitáveis da cidades (em Curitiba, leia-se: Caioá).
Nada contra, cresci em plena Cidade Industrial num condomínio com 39 prédios com 16 apartamentos cada. Entretanto, me permito dar ao luxo de gastar mais com moradia e não gastar cerca de 4 horas por dia me locomovendo entre casa e trabalho.
Teve uma época que eu gastava 6 horas do meu dia no trajeto entre casa, trabalho e colégio.
Não era fácil, eu nunca gostei. Hoje gasto mais, mas perco menos de 15 minutos pra ir (e voltar) pro trabalho.
Mas enfim, hoje gastei parte do meu tempo pensando em como seria minha vida se eu seguisse à risca os conselhos que recebo.
Lembra de quando transformávamos folders em sites? Lembra do quanto nós, seres engajados, acreditávamos no dia em que o digital deixaria de ser apoio do offline?
Pois então, isso já está rolando.
Tomemos a última campanha da Vivo, “1284: o último gol do Pelé”, como exemplo. Não tenho dúvidas de que foi um filme 100% direcionado para web. É ficção? É, mas é uma homenagem ao maior ídolo do futebol brasileiro.
Atente para o fato de que ninguém fica martelando sobre a Vivo ao longo do filme. Repare que não existe preocupação quanto a duração do filme. 30 segundos? 1 minuto? Não importa, o filme é pra web.
E aí depois, como forma de divulgar o filme, os caras usam a televisão. Jogam um teaser sobre o Pelé voltando a campo e convidam o espectador a acessar o site.
Taí, a TV virou apoio. Vocês tem noção que há 3 anos atrás isso era inviável?
Outro exemplo? O excelente filme da Nike: “Write the Future”.
Na minha opinião (que não conta muito pois sou um paga pau da Nike) é um filme wildmilleniummotherfucker. Um filme que prende sua atenção e faz você vibrar e se empolgar a cada cena. Sério, a hora que o filme acabou eu fiquei com vontade de jogar bola, levantei da cadeira e dei um grito de comemoração.
Ok, menos, não foi tão foda assim.
Mas enfim, um filme desse porte foi feito exclusivo pra web. Três minutos e quatro segundos de milhões de dólares feitos pra ENGAJAR.
A chuteira da Nike fica em segundo plano. A divulgação na TV? Faz depois. Comerciais na TV estão rolando, mas é uma versão “cropada” do filme original (da web).
Exposição da marca, engajamento, divulgação e mais uma pá de tags. Agora sabe o custo pra expor um filme que já foi assistido mais de 15 milhões de vezes? Zero, depois eles gastam um graninha pra jogar na TV.
Percebe como o cenário está mudando ou é só eu que sou empolgado demais?
Se em 2009 um dos assuntos mais discutidos foi como fazer um Twitter, em 2010 teremos um boom dos games sociais. Números comprovam, o aplicativo do Orkut, Colheita Feliz possui mais usuários do que o Twitter no Brasil. Gosto de jogar a culpa desse fenômeno, em partes, ao Facebook.
Ao surgir como uma opção de rede social, o Facebook tinha os famosos aplicativos. Os aplicativos permitiam, através da API, que desenvolvedores e empresas pudessem incorporar ao software todas as informações de um usuário, incluindo amigos e comunidades.
Um exemplo clássico disso? Que tal o Whopper Sacrifice? Um aplicativo do Facebook que permitia que você trocasse alguns amigos por um Whopper do Burger King.
Tempos depois, o Orkut também passou a oferecer suporte aos aplicativos. O doloroso é que levou tempo até que desenvolvedores agregassem motivação nos seus produtos. O que eu quero dizer com isso? Bom, basicamente as pessoas estão em redes sociais para interagir com amigos e era justamente isso que faltava nas aplicações do Orkut: INTERAÇÃO.
Essa carência foi solucionada com apenas um ponto: DEMANDA.
A partir do momento que desenvolvedores perceberam que os aplicativos que mais obtinham sucesso eram os aplicativos que permitiam interação, a coisa mudou. Farmville, Happy Farm, Friends For Salle, Colheita Feliz, Joga Craque, e até mesmo nosso querido FormSpring, são exemplos disso.
Meu amigo, pessoas querem se relacionar com pessoas na internet. Acabou aquela história de que eu sou um mero espectador e apenas consumo conteúdo (e faz tempo que isso acabou!). O que eu quero, como simples internauta, é conversar com meus amigos, mostrar o que estou fazendo, o que eu fiz, compartilhar fotos vídeos e, como entretenimento, quero ser o primeiro no Ranking do Colheita Feliz e mostrar pra todos os meus amigos que sou melhor que eles.
A interatividade fica justamente naquele detalhe de que eu posso espalhar pragas nas plantações dos meus amigos ou então posso desafiar meus amigos para partidas de futebol.
Percebem por que essas pequenas coisas fazem sucesso? É apenas um fator, repito, INTERAÇÃO.
Para nós, meros web workers existem dois pontos sobre o qual reflito nesse momento:
O quanto minha produtividade será afetada por aplicativos sociais?
Internet é movida pelo social. Boa parte do fluxo de informações na internet diz respeito a saber o que seus amigos fizeram, estão fazendo ou vão fazer (quando eu falo de amigos, aproveite e inclua as pessoas que você admira).
Esse ambiente incentiva o compartilhamento de idéias e opiniões. Esse ambiente (a internet) induz ao diálogo.
Essa realidade mudou nosso comportamento: se antes profissionais buscavam novos clientes, hoje profissionais buscam companheiros de profissão. E nessa busca por um diálogo mais conciso, você vê uma mudança comportamental significativa.
É meio que aquela história de que publicitários fazem filmes pra publicitários.
É meio que aquela história de que eu produzo conteúdo só pra mostrar pros amigos o quanto eu sou bom naquilo. O detalhe é que essa informação está sendo canalizada da maneira errada.
Posso estar enganado mas, do alto do meu ponto de análise, enxergo pessoas vendendo peixe para quem já tem peixe. Sinto uma pitada de FAIL no quesito auto-promoção.
Entende? Não quero passar 100% do meu tempo discutindo SEO, Web Standards e SociaMedia com profissionais da área. Quero expor esses fenômenos juntamente com estratégias do caralho para potenciais investidores.
A discussão com profissionais da área é interessante? Sim, MUITO. Mas não acho que isso deva tomar 100% do tempo.
Resumindo: sou a favor de trabalhar mais por dinheiro e menos por relevância.
Todos os dias, não tão pontualmente, ocupo minha posição de trabalho na Midiaweb. Todos os dias, não tão bem quanto deveria, soluciono problemas na medida do possível.
Penso em estratégias, analiso concorrentes, busco tendências, apresento soluções que aliam mídias sociais para gerar link building e consequentemente resolvem problemas de branding. Converso o tempo todo com mega profissionais que, assim como eu, respiram (e transpiram) internet all time.
Minha cabeça é um fervilhão de idéias e, modéstia à parte, considero-me um bom profissional.
Agora no meio de tudo isso, onde diabos enfiei aquela pinça que servia pra pescar uma única idéia na minha mente e fazer um post?
Não consigo, meu cérebro deu tela azul e tudo que eu queria dizer sobre relevância, profissionalismo, internet e pessoas não passa dos meus dedos para o teclado.
Travei.
Desse momento crítico, consegui filtrar apenas uma informação sobre produtividade:
Estava eu, bem susse trabalhando, quando uma mulher gostosa e seus companheiros de trabalho começam a divagar sobre algo chamado “Amor Pirata”. Curioso tal qual sou, fui atrás ver do que se tratava.
Descobri que se tratava de uma música que fala sobre a internet, composta por um artista conhecido como Gariba Nunes.
A música faz trocadilhos com ações, hábitos e termos presentes no cotidiano da web. É uma música pimba, qualquer música tocada a voz e violão automaticamente ganha o status de PIMBA. Read the rest of this article »
Já tem algum tempo que o Twitter é a última modinha bola da vez na internet. Impossível pensar em ações de Social Media sem cogitar o uso da ferramenta de microblog. Do dia pra noite, pessoas tornaram-se celebridades no Twitter.
Mas e aí, dá pra ganhar dinheiro no Twitter?
A resposta é sim, desde que você tenha um pouco de bom senso e malandragem (por que não?).
Em primeiro lugar, esqueça ferramentas automatizadas. Aquelas em que você fornece seu login/senha e não precisa fazer mais nada. Aprenda comigo:
Ninguém ganha dinheiro na internet sem fazer nada.
Aliás, isso se aplica em qualquer lugar, não só na internet. Mesmo na Mega Sena, você precisa fazer algo: apostar.
Enfim, tenho tido algumas experiências com o Submarino Afiliados. Procuro uma oferta bacana, que interesse às pessoas, e twitto a respeito.
Procuro cuidar para não escrever muito, deixando espaço para que as pessoas retuitem, e procuro não postar mais do que uma oferta por dia, pra não ser nomenclatureado como spammer.
A última experiência foi com uma promoção de livros do Submarino. Diversos livros estavam sendo vendidos a 10 reais. Atualizei meu Twitter com o update:
Repare que é algo interessante e fácil das pessoas retuitarem. O pulo do gato está no fato de que adicionei meu código de afiliados do Submarino no fim do link.
Dezenas de pessoas repassaram a promoção com o link que eu divulguei.
O resultado? R$ 942,30 em vendas de livros para o Submarino, totalizando R$ 75,38 de comissão no dia seguinte. Multiplique isso por diversos links periodicamente e você vai ter uma graninha considerável no fim do mês.
Não é um salário esperto, mas já paga uma sinuca com os amigos.
Não sabe o que é Twitter? Então corra e aprenda como criar um Twitter pra você ganhar dinheiro também.
Eu vejo pessoas criando novos sites todos os dias. Eu vejo profissionais falando sobre novas idéias e novos projetos todos os dias. Eu aturo seres repassando links só porque é de um artigo americano sobre Social Media. Eu vejo pessoas comemorando um lucro de 5 dólares no dia. Eu vejo gente descobrindo a roda e se achando especialista (são os mesmo que por terem um martelo acham que manjam tudo de parafuso). Eu vejo um calhamaço de objetivos e não consigo enxergar porque, até porque, não existe um pingo de realização em 99% desses focos e objetivos.
Sendo assim, resumo-me a ficar quieto e encontrar realização para apenas uma idéia fixa: diminuir a quantidade de empenho na minha vida. Pouco me importa ser o ser encaixotado a quem idealizam-me.
A ideologia de hoje é apenas a obrigação de amanhã.